Conheça uma das muitas histórias de transformação promovidas pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos

Jânio Silva


Jânio Silva, do Fejunes, hoje sente-se empoderado para enfrentar o racismo.
Crédito – Foto: Rivaldo Gomes / Acervo Fundo Brasil


Ouvir o rap do grupo Racionais ajudou o estudante universitário Jânio Silva a ter um pensamento crítico e a virar ativista na luta contra o extermínio da juventude negra no Brasil. Jânio é do Fejunes (Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo), uma das organizações apoiadas pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos.

“O rap contribuiu, mas percebi que precisava extrapolar isso. Na universidade, vi que poderia participar de algum grupo e conheci o Fejunes. Com o tempo, fui acolhido”, conta.

A participação no Fejunes deu respostas para Jânio enfrentar o racismo. Com o ativismo, ele percebeu que existem formas de enfrentar a repressão. Sobre os encontros de formação promovidos pelo Fundo Brasil, ele destaca os debates sobre a democratização da mídia e sobre a criminalização da juventude negra.


05/09/2016


Joabe Pereira

Para Joabe Pereira, a sociedade precisa ser mais sensível à causa indígena
Foto: Rivaldo Gomes / Acervo Fundo Brasil

A conquista do direito de ser ouvida é destacada por Joabe Pereira, da Associação das Mulheres Indígenas do Município de Tapauá, no Amazonas. Ela trabalha para a conquista de espaço para as mulheres indígenas, em questões ligadas à sustentabilidade da mulher, saúde, direitos, crianças e adolescentes.

“Defendemos que os indígenas assumam a própria identidade”, diz.

A associação estimula, por exemplo, o estudo da língua materna. Incentiva ainda a participação das mulheres indígenas em espaços políticos e a busca pelo acesso aos serviços públicos.

Joabe pede mais sensibilidade da sociedade brasileira para a causa indígena.


05/09/2016


Maria Laura

Maria Laura, do GPTrans, luta por respeito a travestis e transexuais no Piauí
Foto: Rivaldo Gomes / Acervo Fundo Brasil

“Que os diferentes não sejam vistos como inferiores”, reivindica Maria Laura dos Reis, do Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis do Piauí. A ativista comemora as conquistas do movimento, mas lembra que ainda há muito o que fazer em relação à exclusão da população trans e das travestis. “Muitas meninas reclamavam da violência. O caso mais forte foi o de três meninas agredidas com tacos”, relata.

Além disso, transexuais e travestis ainda enfrentam o preconceito quando precisam recorrer a órgãos públicos no Piauí. Muitas vezes são chamadas pelo nome civil, por exemplo, o que revela o desrespeito por parte de alguns gestores e servidores públicos.


05/09/2016


Genilda Maria da Penha


Genilda em reunião de monitoramento realizada pelo Fundo Brasil no Rio de Janeiro, em 2015
Foto: Luiz Baltar / Acervo Fundo Brasil

A imagem assistida na TV de mulheres desesperadas falando sobre familiares mortos em uma chacina inspirou o ativismo de Genilda Maria da Penha, do Ceabir (Centro de Estudos Afro Brasileiro IronidesRodrigues). O impacto foi tão grande que levou essa mulher de voz forte e expressão alegre a lutar. No bairro Engenhoca, em Niterói (RJ), o contato com vítimas de violações e discriminações a motivou a criar o Ceabir, dirigido por mulheres negras. Genilda é uma educadora popular.

O Ceabir é apoiado pelo Fundo Brasil para desenvolver o projeto “Terreiro Legal: o povo de santo conhecendo e garantindo seus direitos”. Ela faz questão de lembrar que os terreiros são espaços políticos desde antes da abolição dos escravos. “Nós somos gravetos. Mas junta os gravetos e tenta quebrar no joelho. Quebra o joelho, mas não quebra os gravetos”, ensina.


05/09/2016










Apoios:
Rede de Filantropia para Justiça Social
contato@redefilantropia.org.br


Licença Creative Commons
O trabalho Rede de Filantropia para a Justiça Social de Rede de Filantropia para a Justiça Social está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-Não-Comercial 4.0 Internacional. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em www.redefilantropia.org.br